SICRAMIRN debate desafios para o setor de água mineral em reunião com associados

11/03/2025   12h01

Os principais desafios do setor de águas minerais, como a atuação da concorrência desleal dos Sistemas Alternativos Coletivos de Consumo de Água (SACS), popularmente conhecidos por “chafarizes”, foi tema central de reunião do Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (SICRAMIRN). O encontro aconteceu nesta segunda-feira (10), em Natal, com participação de todas as empresas associadas ao sindicato.

 

 

A queda na comercialização de garrafões de água mineral também é um desafio para o setor. Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) mostram que a comercialização mensal de garrafões caiu 25% ao longo de cinco anos no Rio Grande do Norte. Uma queda de 1 milhão de unidades de garrafões gerando uma perda substancial para o setor, além de perda de arrecadação para o Estado.

 

 

O presidente do SICRAMIRN, Joafran Nobre, destacou as ações do sindicato para tentar reverter esse cenário. “Estamos contando com a ajuda da Federação das Indústrias para estabelecer o contato com diversas secretarias do Estado, como a Sefaz, uma vez que a queda na comercialização dos garrafões pode gerar danos significativos ao erário público”, ressaltou.

 

 

 

 

“Também já fizemos contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que vai intermediar o contato com a Secretaria da Saúde Pública, para buscarmos um direcionamento para minimizar esse problema e para que haja uma maior regularização e regulamentação”, completa Joafran Nobre.

 

 

A reunião contou com a participação do presidente da FIERN, Roberto Serquiz, que é empresário do segmento de água mineral e associado ao SICRAMIRN. “O quórum integral dos associados na reunião mostra a valorização do associativismo por parte dos empresários da indústria de água mineral”, comenta.

 

 

 

 

Serquiz ressalta a urgência de ações para conter as ameaças ao setor. “Uma categoria informal está atropelando o setor de água mineral. Sete empresas recentemente fecharam seus negócios, um reflexo causado pela substituição de empresas formais por empresas informais”, frisou. “Já tivemos várias interlocuções com órgãos e secretarias, mas não percebemos resposta quanto à fiscalização efetiva dos chafarizes. Isso gera preocupação do ponto de vista arrecadatório e de saúde pública”, completa o presidente da FIERN.